13.4.08

Vi 2046 e não gostei. Simples assim. Achei chato, um pouco caótico nas imagens, paradinha sem sentido mesmo. Mas aceitei o sucesso que fez, porque, sabe como é gente cult, né? (hehe) Adora uma vibe David Lynch. Se tiver olhinho puxado, então, ninguém segura.
Então, ignorei o fato de Um beijo roubado (My Blurberry Nights) ser do mesmo diretor e fui, na maior identificação com o que tinha lido sobre a personagem principal, e cheguei atrasada pra sessão vespertina de uma sexta-feira, assim, como a Norah, sozinha.
Tem a Elizabeth e tem o Jeremy. A Elizabeth é a Norah Jones, que, ao meu ver, lutou muito pra conseguir falar direito em frente às câmeras, mas conseguiu se sair bem na aventura profissional (ui). O Jeremy é o Jude Law, e eu não entendo, meu Deus, como alguém pode deixar aquele homem. Só em papel terrível de Alfie que a gente identifica esse cara, porque não há como ele não ser pegador. Ok, comentários mininha à parte, fecho o parágrafo dizendo que há química entre os dois.
Eles iniciam uma amizade fofa e pura, cheia de serenidade no ar. E o beijo mais fofo que já vi na minha curta e inexperiente vida de cinema é dado. E acaba o curta. Sim, porque, pra mim, podia ser um curtinha, que tava de bom tamanho. Isso, se formos seguir o título em português.
Porque a história, desculpaê, é sobre a auto-descoberta da solitária Elizabeth, e de como um pequeno desastre pessoal pode impulsionar uma pessoa comum como eu e você a simplesmente ir conhecer a vida e seus personagens disposto a encarar o que vem pela frente. Mas ela é a Norah Jones. Logo, vai encarar com fofura. Só ela mesmo pra aceitar aquela louca da Natalie Portman. Esta, aliás, dá show, de deixar até a gente, que não quer ser ator, com inveja.
A história é fofa. Não há muito a ser contado, mas o que se diz é louvável. O como nem tanto, tem um ar de same o same o, mas consegue te levar (e leva bem, sim) – tanto que, às vezes, você quer estar sentado na mesa daquele bar nem que seja pra concordar com algo que o Jude fala ou só pra passar a mão na cabeça da Norah. Dá vontade de escolher uma chave e abrir qualquer porta assim que sair do cinema. Aliás, é isso que a Elizabeth faz, não é mesmo?

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